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| A herança judaica em Portugal tem 1500 anos, sendo relevante em termos de cultura civilizacional e memória presente. LISBOA , o Tejo e o Atlântico constituem uma trilogia lendária, donde emergiram nomes de judeus importantes na História de Portugal como Abraão Zacuto, Isaac Abravanel, Garcia da Orta, Pedro Nunes, Judá Abravanel (Leão Hebreu) dos tempos áureos das Conquistas e Descobertas, até aos Anahory, Zagury,
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Zagury, Bensabat, Bensaude, Abecassis, Amazalack ou Barros Basto dos tempos modernos. Muito para além da importância das sinagogas de Lisboa e do Porto, basta respirar o ar dum passado longínquo, na sinagoga de Tomar (séc.XV), mandada construir pelo Infante D. Henrique, o Navegador, para nos apercebermos do seu valor em Portugal. Trancoso constitui uma curiosa surpresa a descobrir, assim como Belmonte , berço do navegador Pedro Álvares Cabral e Descobridor do Brasil. A comunidade judaica está presente e tem vida a sinagoga, no centro histórico, junto do Castelo do séc. XIII. Castelo de Vide orgulha-se da sua judiaria e da sinagoga do século XVI. Foi o berço de homens ilustres como Garcia da Orta. Os pais de Espinosa, grande filósofo do século XVII (1632-1677), eram portugueses e viveram em Castelo de Vide. Em plena Egitânia Visigótica (Beira Interior – Castelo Branco), encontramos a mais bela e imponente ponte do Império Romano do Ocidente, a Ponte de Alcântara (Património Mundial), mandada construir pelo Imperador Trajano, há dois mil anos (Ano 98 D. C.). Bem próximo fica Cáceres, cidade Património da Humanidade, onde existiu um importante núcleo judaico. Em Malpartida de Cáceres, na casa-museu de los Barruecos, é tempo de encontrar, Wolf Vostell (1932-1998), um grande intelectual judeu, um dos maiores artistas contemporâneos, o iniciador do movimento Fluxos e o genial descobridor da técnica da décollage. Descubra, connosco, uma rota de inesquecível interesse. |
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